Em ofertaVer obra Rubem Valentim

Rubem Valentim (Salvador BA 1922 – São Paulo SP 1991) “Ele partiu, indiferente aos feitiços da natureza ambiente, que os olhos devoram, já de um plano antropológico cultural mais abstrato, isto é, o da criação coletiva intuitiva em si. Dominado pela carga simbólica dos signos mágicos da liturgia negra em meio dos quais crescera, transfigurou-os em formas pictóricas abstratas; geometricamente belas em si, e túrgidas. Ávido e pobre, procedeu por apropriação num instinto de possessão quase obsessivo. Há algo de antropofágico na sua arte no sentido oswaldiano – ser produto de deglutições culturais. Ao transmudar fetiches em imagens e signos litúrgicos em signos abstratos plásticos, Valentim os desenraíza de seu terreiro e, carregando-os de mais a mais de uma semântica própria, os leva ao campo da representação por assim dizer emblemática, ou numa heráldica, como disse o professor Giulio Carlo Argan. Nessa representação, os signos ganham em universalidade significativa o que perdem em carga original mágico-mítica. O artista projeta mesmo, abandonando também a fatalidade da tela, organiza seus signos no espaço, talhados como emblemas, brasões, broquéis, estandartes, barandões de uma insólita procissão, procissão talvez de um misticismo religioso sem igreja, sem dogmas a não ser a eterna crença das raças e povos oprimidos no advento do milênio, na fraternidade das raças, na ascensão do homem.” Mário Pedrosa in Pedrosa, Mário. A contemporaneidade de Rubem Valentim. In: Valentim, Rubem. Rubem Valentim: 31 objetos emblemáticos e relevos emblemas. n.p.
Obras de Rubem Valentim
Explorar a coleção
Em ofertaVer obra